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Semeando

Eu tento (pois nunca deixei de tentar nem nunca deixarei) ir semeando as sementes do meu sentimento em pequenos recantos nada óbvios para ninguém a não ser para mim. Mas às vezes parece que a semente cai em solo árido. Queria tanto vê-la crescer, resplandecente e forte e verdejante… mas por mais que faça, por mais tempo e cuidados que tenha, parece-me tarefa inútil…

Hoje ouvi dizer que quem semeia e não colhe nada deve mudar de poiso. Ir à procura de solos mais férteis, onde o sentimento possa crescer à sua vontade e ganhar raízes daquelas que nunca mais acabam e que são resistentes a todas as provações que o mais rigoroso Inverno lhes possa vir a infringir. Mas eu não queria mudar de poiso, porque gosto destes meus recantos escondidos… e não perco a esperança de um dia puder colher o que mais ninguém lá conseguiu plantar.

O que seria da vida sem emoção? O que seria de nós se o coração não pulsasse de forma diferente consoante a forma do rosto que se nos perfila à frente? E embalados pelo ritmo da emoção que em nós brota e se transforma em fluxo direccionado… e a partilha do sentimento aumenta as duas sementes que se encontram e se transformam em algo maior do que a soma das suas próprias individualidades.

Mas as minhas sementes não florescem… e eu continuo a minha travessia no deserto alimentando-me de ilusões que se vão desvanecendo à medida que eu avanço por esta vida fora. Infelizmente o tempo não pára e os sonhos de ontem não servem para os dias de amanhã…

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Comments

Mas se puder mudar de servidor de blog não seria má ideia. Nunca consigo comentar!!!

Olha, desta vez deu!

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