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Estranha forma de vida

É estranha esta forma de vida agora a minha em que nunca sei bem o que cada dia me reserva e sinto sempre que acordo em cima de um muro muito estreito do qual seria muito fácil deixar-me cair. É um exercício de flexibilidade e exercício e ele há dias que não sei como me aguento aqui no alto deste muro de onde vejo tudo o que a vida tem para me dar.

E mais estranho ainda é a minha progressão por este muro estreito fora pois ele há dias em que me apetece voar, deixar tudo para trás e desaparecer bem para lá deste espaço que tanto me condiciona o espírito e até por vezes o corpo. Se tenho dias que percorro de asas nos pés outros há em que qualquer passo por mais pequeno que seja me custa terrivelmente e nesses dias em que devia seguir em frente é o corpo que me pede para voltar para trás.

Fico, vou ou voo… sabendo que qualquer opção que eu tome tem impacto na vida dos que de mim dependem. Tenho medo de me deixar ficar. E tenho medo de desatar a voar e de nunca mais parar. Eu acho que se um dia o fizer nunca mais vou olhar para trás. E ainda por cima sinto que estas amarras que aqui me fixam não se desatam aos bocadinhos. Tinha que ser tudo duma vez só. Um corte radical, um salto no escuro, um voo rumo ao desconhecido… que me fizesse esquecer o passado e começar tudo de novo noutro espaço e noutro tempo, criando uma realidade alternativa para mim já que esta que conheço não me satisfaz.

Comments

Minha querida, sei o que isso é!!! As vezes sinto vontade de fugir, desaparecer. Ir para outras paragens e esquecer as amarras. Mas depois caio na real e vejo que sem mim as ditas amarras vão desfiar, cair, perder-se. Apesar de o mal que me sinto as vezes com as ditas amarras não as possa largar.

No teu caso penso que sintas o mesmo. Existe a vontade mas sabes que não podes largar nem desiludir os outros.

Não te sentiras bem contigo própria se o fizeres.

Mas descança que um dia as coisas melhoram.

A vida é feita de ciclos, umas vezes estamos na mó de cima, outras na de baixo.

Beijinhos, força e muita calma.

Tesuras

Minha querida, sei o que isso é!!! As vezes sinto vontade de fugir, desaparecer. Ir para outras paragens e esquecer as amarras. Mas depois caio na real e vejo que sem mim as ditas amarras vão desfiar, cair, perder-se. Apesar de o mal que me sinto as vezes com as ditas amarras não as possa largar.

No teu caso penso que sintas o mesmo. Existe a vontade mas sabes que não podes largar nem desiludir os outros.

Não te sentiras bem contigo própria se o fizeres.

Mas descança que um dia as coisas melhoram.

A vida é feita de ciclos, umas vezes estamos na mó de cima, outras na de baixo.

Beijinhos, força e muita calma.

Tesuras

Minha querida!!

Sei o que isso é!!! As vezes sinto vontade de fugir, desaparecer. Ir para outras paragens e esquecer as amarras. Mas depois caio na real e vejo que sem mim as ditas amarras vão desfiar, cair, perder-se. Apesar de o mal que me sinto as vezes com as ditas amarras não as possa largar.

No teu caso penso que sintas o mesmo. Existe a vontade mas sabes que não podes largar nem desiludir os outros.

Não te sentirás bem contigo própria se o fizeres.

Mas descansa que um dia as coisas melhoram.

A vida é feita de ciclos, umas vezes estamos na mó de cima, outras na de baixo.

Beijinhos, força e muita calma.

Tesuras

Cara Mariani, volto aqui para, primeiro, agradecer a sua resposta (Ora bem, temos fio) ao meu comentário, e, segundo, para lhe dizer o seguinte em relação a este post:
O Presente deve ser vivido com os olhos postos no Futuro, sem perder de vista o Passado.
Quer isto dizer, entre outras coisas, que, se no presente a vida não nos parece coisa que valha a pena, é porque no passado já foi melhor e já foi pior, sendo que, para melhorar no futuro, deve ser repetido o que de bom se fez (com as necessárias adaptações) e evitando tudo o que, de alguma forma, nos levou a tristes resultados.
Em suma, fugir do que temos, não! O que vale mesmo a pena é fazer melhor, para melhorar. Só assim podemos saber que estamos Bem, ou, pelo menos, no Bom Caminho. Choramos quando nascemos, e certamente choramos quando morremos. Há que aproveitar o intervalo para VIVER. Certamente com erros e certamente com coisas boas.
Mas quem esquece o passado tem tendência a repeti-lo. Por isso lhe digo: no Presente não esqueça o Passado; sirva-se dele para melhorar no Futuro.
Que a Força esteja consigo.

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