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Ainda há esperança!

Sim ouvidor meu querido, não te preocupes pois eu estou atenta! Mas neste caso refiro-me mesmo ao meu menino Dioguinho que é uma esperteza só! Pois ontem quando vínhamos no carro e eu insistentemente lhe pedia para que pusesse o cinto porque nunca se sabe quando nos calha um daqueles agentes à cata da multa ao virar da esquina e olhando-o bem nos olhos lhe disse que ou ele punha o cinto ou ficava sem semanada nos próximos dois anos, julgando eu que lhe estava a fazer uma enorme ameaça… que nada! O rapaz vira-se para mim com aquela esperteza saloia e diz-me com o ar mais calmo e tranquilo do mundo: “Ó mãe, tem calma… se apanhares uma multa eu fico sem semanada e prontos. Não há espiga!” Ai… este vê-se bem que é filho do pai, mas que já me está a sair melhor que a encomenda, lá isso está!

E voltando ao assunto dos homens, ou da falta que eles nos fazem, pois… é verdade sim senhora que sinto falta de ter um homem ao pé de mim. Só um homem sabe fazer uma mulher sentir-se mais mulher. Não há como eles para nos porem num pedestal que o meu Fernando ao início fazia-me sentir uma verdadeira deusa de tanto mimo e carinho que me dava, para não falar das roupas, e das flores que este homem era um sedutor nato e sabia como apelar ao mais feminino que há em mim. Punha-me ali fragilizada e caídinha de todo pelo seu ar másculo, decidido e firme. Raio de memória que me prega cada partida! Eu a querer lembrar-me só da sem vergonhice do safado e agora estou aqui num crescendo de saudades dum homem que já nem existe! Ai Mariani sai-me já desta fossa que o tempo não está para lamechices! Continuas assim e qualquer dia ainda vais parar ao Divorciadas Anónimas: “Olá, o meu nome é Mariani e estou sem Homem há um ano e três meses. Hoje foi mais um dia difícil em que pensei muito em entregar-me àquele estranho que me olhou daquela maneira tão intensa, mas consegui desviar o olhar e seguir em frente… mas não sei por quanto mais tempo irei aguentar…”

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Comments

Oi oi!deixa-me dizer que és uma grande mulher...sinceramente..há homens que não se tocam:)Além disso, quando sentem que nos teem na mão pronto, já não são os mesmos!deixam de dar o carinho que nos davam ao principio, aquele jogo de sedução mutua acaba e la se vai o romantismo todo embora!enfim temos de viver com eles!
És uma escritora excelente!Li algumas histórias tuas...bem foi um riso!
beijinhos e continua assim:)

Ouvidor, raio de nome havia eu de arranjar. São daquelas brincadeiras irreflectidas que depois nos marcam prò resto da nossa vida toda. Esta coisa dos nomes e das alcunhas agarra-se à gente e são piores que lapas, colam para nunca mais despegar. Gruda mesmo, como dizem os nossos amigos brasileiros.
Pois é, rebentava se não tivesse um blog. Para ter um blog tinha de ter uma assinatura de tela. Estava para ali a pensar e não me saía nada de jeito e mesmo aqueles nomes que sem jeito nenhum iam saindo não estavam disponíveis no blogger. Até o raio do meu nome verdadeiro que é mais corriqueiro que as moedas de 10 cêntimos estava indisponível.
E foi no meio da confusão de tanta indisponibilidade e recusa do blogger que me ocorreu o vocábulo Ouvidor. E se querem que vos diga nem sei qual foi a associação que fiz naquele momento para que me ocorresse aquele nome. Podia ter sido tanta coisa que agora não vale a pena matar a cabeça com isso. Sim, podia ter sido uma reminiscência qualquer do velho Ouvidor, aquela figura medieval de promotor de justiça, podia ter sido a lembrança daquele restaurante simpático (www.casadoouvidor.com.br) em Ouro Preto (Minas Gerais, Brasil), podia ser a visão dum qualquer arcipreste, já que é por Ouvidor que, ainda hoje, são tratados, os arciprestes, na Diocese de Angra do heroísmo (Açores) (www.agencia.ecclesia.pt/catolicopedia/artigo.asp?id_entrada=1376). Enfim, podia ter sido tanta coisa que se calhar não foi coisa nenhuma.
Hoje sou Ouvidor e pronto. Não se fala mais nisso. Há que pensar positivo. Agora, como qualquer ser inteligente que se preza (ou talvez não) que primeiro faz e depois justifica, deixem-me ir à procura de boas justificações para o meu nome, Ouvidor. Vamos lá então procurar razões. Vamos lá. Deixa cá pensar.
Hum…, no meio de tanta desgraça se calhar Ouvidor não é mau de todo. Até porque combina bem com a palavra querido. “Ouvidor meu querido…”, soa bem, gostei. Eis a primeira boa razão para me chamar Ouvidor. Obrigado Maria por me teres ajudado a descobrir esta sonoridade melodiosa da expressão “Ouvidor meu querido”… Eu sei, eu sei que o ouvidor, ali, no teu texto, era o teu menino. Mas, mas… numa qualquer eventualidade, digamos que não soaria mal.
Continuando nas minhas conjecturas para encontrar boas razões para o nome Ouvidor, reparo que o Criador nos apetrechou com dois ouvidos e uma só boca. Muito provavelmente desejaria que fossemos muito melhores ouvidores que faladores. Ora aqui está uma outra boa razão para não me afligir com a escolha que fiz, Ouvidor. Eu sou um bom ouvidor, gosto de ouvir, adoro ouvir…
Por falar em criador, o homem tem mesmo espírito de contradição. Começo a dar razão à Maria quando fala do Fernando. O homem nunca está satisfeito com o que tem. Quer sempre acumular mais e mais e mais. Quanto mais melhor. O problema surge quando o acumulado descobre e cria uma tempestade na bolsa (esta saiu um bocado machista, hi, hi, hi). Agora perdi-me.
Voltando ao espírito de contradição do homem. Foi no momento em que o homem descobriu que o criador nos queria muito melhores ouvidor que faladores por isso nos tinha facultado dois ouvidos e uma só boca que, ele homem, olhou o seu próprio corpo e reparou que não tinha 1, nem 2, nem 3, nem 4, mas sim 10 dedos, 10 dedos (5 em cada mão) nos membros superiores. Vai daí, salta-lhe o espírito de contradição e pimba… inventou o teclado. Agora falamos (escrevemos) quem nem uns burros. Olha só para o tamanho que já leva este comentário.
Ó diabo, lá se foi a segunda justificação para o meu nome.

Ouvidor meu querido tiraste-me palavras da boca! Também eu sempre disse que era preferível ouvir a falar. E tomara eu encontrar um Homem que me ouvisse agora... tenho tanto para dizer e desabafar! Pois que ando à procura de um Homem sábio, paciente e culto mas que seja também um verdadeiro Homem e cavalheiro em relação às mulheres com quem lida. Eu cá não adiro nada a esses temas da igualdade de direitos e deveres... quem inventou o feminismo devia ser mulher muito mal amada. Por isso continuo à procura desse Ser que em existindo dará razão ao meu viver... nem que continue a insistir nesta vã busca até morrer!

Mariani, o feminismo não tem nada à ver com falta de homem, não. Eu me acho humanista, mas tem gente que diz que sou feminista. Pode ser, porque a situação triste das mulheres no mundo me preocupa. Sempre dei sorte com homem, acho que deve ser karma. E se eu te contar como é o meu marido, sei que dará água na boca p/ quem não tem um igual. O homem está sempre atento aos meus mínimos desejos, tem o maior prazer de ficar pentiando meus cabelos, fazendo massagem, e se eu pedir, faz também minhas unhas quando não encontro hora na manicure/pedicure. Mesmo depois de 15 anos de casados, ele abre sempre a porta do carro p/ mim na ida e na volta até do supermercado, isso quando não estou dirigindo o meu próprio carro que ele me deu de presente. Quando saímos juntos, ele vem logo na frente abrindo todas as portas p mim, até a da casa. Nunca esquece das flores amarelas que eu adoro. Volta e meia me aparece com delicadezas. Sabe o que eu ganhei dele de natal ? Um laptop, uma câmera fotográfica digital e um conjunto de jóias em ouro branco e amarelo de muito boa qualidade, lindíssimas (brincos, cordão e anel). E na semana que vem vamos ao México, que é um presente dele.À cada ano ficamos 2 semanas em hotel de 5 estrelas no México ou em Cuba, cada ano religiosamente. Isso quando não vamos 2 vezes ao ano. Sem falar das viagens que fazemos ao Brasil. Parece que minto, mas é verdade. Todos os meus amigos ficam pasmados com este homem. Mas ele sabe que eu sou rainha, ele mesmo diz. Adoro homens que não esquecem pequenas gentilezas como estas, mesmo se tenho o espírito feminista. E ele não é esta coisa gosmenta e passiva de homem rosa, não. É muito viril, homem mesmo! E eu sou muito feminina, mesmo se sou feminista, adoro dengo e que meu homem reconheça que tem uma rainha do lado. Sou eu quem transforma ele num rei.

Pois olha minha amiga, gabo-te a sorte! Agarra-o bem não vá alguma fulana perceber que tens aí um rei e to tente roubar... sim porque as mulheres no geral são terríveis e tem um faro apuradíssimo para detectar esse tipo de Homem que convenhamos é coisa rara seja em que país for!

... bem... entre naufrágios e castelos... não há duvidas.... é de luz que precisamos!

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